A pandemia da COVID 19 realmente transformou a vida e a rotina de muita gente, instaurando um novo comportamento social. Assim, a necessidade de isolamento social e o início da quarentena impactou mais do que nossos hábitos de consumo. Transformamos práticas sociais, estilos de vida e a forma de nos relacionarmos com as pessoas. E, claro, também nossa vida profissional, com a adoção do trabalho home office.

E sim, ainda sabemos muito pouco sobre como será nossa vida daqui pra frente. Porém, é importante perceber os padrões que já foram quebrados e os novos paradigmas que se estabelecerão a partir dessa experiência. E, justamente por conta da restrição de contato social, isolando as pessoas em suas casas, é que nossas relações de trabalho foram tão impactadas. 

Foi assim que a prática do trabalho remoto, até então uma realidade tímida no mundo organizacional, ganhou força. Foi o que permitiu que grande parte dos serviços e negócios continuassem funcionando, desenvolvendo uma nova possibilidade para a atividade trabalhista. Com isso, o trabalho home office permitiu à maioria das empresas driblar os efeitos da pandemia e reduzir os impactos negativos da redução do consumo.

Outra particularidade da pandemia impulsionada home office foi a decisão, por parte muitas pessoas, de iniciar projetos pessoais esquecidos. Assim, com mais tempo dentro de casa, as pessoas puderam olhar com mais atenção para esses projetos. E também investir um tempo que antes não tinham para fazê-los acontecer.

O trabalho home office e a relação com o lar 

Dessa forma, projetos pessoais e domésticos, hobbys e outras atividades passar a ganhar mais atenção. Com isso, alguns nichos específicos da economia também começaram a ter maior procura e aumentar suas vendas. Você deve ter algum amigo ou conhecido que começou a pintar, tricotar, criar conteúdo em vídeo, para servir de exemplo. Mas outro desses mercados que sem dúvidas vêm ganhando destaque é o da construção civil e dos serviços imobiliários.

Assim, esse tempo a mais dentro de casa fez com que as pessoas voltassem a olhar mais para seus ambientes. E a partir disso também tiveram o desejo de dar um novo sentido a esse lugar doméstico. Talvez reformando algum espaço antigo, trocando móveis e refazendo a pintura ou redesenhando a organização da casa. Ou, quem sabe, finalmente investindo na compra de um imóvel novo. Seja como for, a pandemia fez com que muitas pessoas concretizassem planos esquecidos ou sempre deixados em segundo plano.

Trabalho remoto também aumentou busca pelo imóvel próprio 

Além disso, muitas pessoas se viram com o desejo de mudar de ares. Pesquisas apontam um aumento na busca por apartamentos durante a pandemia, muito estimulada pela necessidade de trabalhar de forma remota. Assim, com as pessoas confinadas em casa, muitos redescobriram um interesse antigo ou uma vontade desafiadora de retomar a busca pelo imóvel próprio.

Outro aspecto importante são as plataformas digitais, que exerceram um papel essencial nessa dinâmica. Justamente por serem o único canal disponível e seguro para fazer essas pesquisas. Assim, anúncios de imóveis, sites especializados, páginas de imobiliárias e serviços virtuais dos corretores constituíram uma rede de acesso e de apoio para muitos clientes, que aproveitaram esse tempo para investir no seu bem estar e comodidade.

Com isso, é importante perceber que o trabalho remoto veio revolucionar as buscas por imóveis. Seja com novas formas de anunciar os produtos, seja no jeito de negociar e captar os clientes. Além disso, impactados com esse novo modelo de mercado, o comportamento de grande parte desses consumidores também se transformou. E muito.

Pandemia criou um novo perfil de consumo 

Então, deu para perceber que o trabalho home office é uma realidade que veio pra ficar. Isso porque, muito além de reformar ou apenas comprar o primeiro imóvel, ficou visível a necessidade de uma moradia maior ou melhor distribuída, com o espaço exclusivo destinado a esse trabalho home office. Exemplo disso é a necessidade de um escritório ou um quarto maior que ofereça silêncio, tranquilidade, conforto e praticidade para o desenvolvimento das atividades profissionais, mesmo pós pandemia. E essa seguirá sendo uma busca constante na hora de escolher esses espaços.

Além disso, esse novo perfil de busca de imóveis caracteriza-se também pela descentralização para regiões mais distantes, com imóveis maiores e preços mais reduzidos. Isso porque muitas empresas tendem a continuar com esse padrão de trabalho. E a percepção dessas mudanças no perfil de imóveis procurados, geralmente numa busca por casas, vai ao encontro dessa necessidade de passar mais tempo em casa, de ter mais conforto ou cômodos adicionais, por exemplo.

Enfim, como entender a realidade pós-Covid? 

Como vimos, esses novos perfis também estão em busca do novo, do avançado, especialmente no que se refere à procura de apartamentos inteligentes. Desde a automação e sistemas de inteligência artificial até outras comodidades e benefícios que agreguem valor aos imóveis. E tudo isso, claro, tem o objetivo de auxiliar nessa nova necessidade de trabalhar em casa.

Portanto, é possível entender que o cliente pós-Covid busca viver melhor e procura por espaços mais confortáveis, com terraços e áreas externas maiores. Além disso, também quer uma localização descentralizada, mas que ofereça uma boa estrutura de serviços. E a tendência é que esses comportamentos se transformem ainda mais ao longo do tempo. 

Assim, não apenas o trabalho home office vai impactar nessas mudanças, mas também a própria percepção das pessoas sobre o espaço em que vivem. Por isso a importância de atualizar-se constantemente sobre esse mercado, entendendo as tendências atuais e também buscar prever as futuras. 

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