Quem são as pessoas que frequentam a sua empresa? Para responder essa pergunta, é preciso considerar dois tipos de público: o interno e o externo. Pensar nesses detalhes é fundamental na hora de elaborar um projeto de paisagismo corporativo, já que a configuração do ambiente em que as pessoas são recebidas interfere na percepção em relação à empresa e até na produtividade dos funcionários.

Quer entender melhor como isso acontece? Confira as informações que trouxemos abaixo e tire suas dúvidas sobre o paisagismo corporativo!

Por que investir no paisagismo corporativo?

O dia a dia de uma empresa é marcado pela presença de diferentes grupos de pessoas, e apesar do propósito diverso com o qual elas chegam ali, todas tem algo a contribuir para o sucesso do negócio.

Veja abaixo quem compõe cada grupo e quais são suas necessidades em relação ao ambiente corporativo: 

Público interno

Esse grupo é formado pelos seus colaboradores. Na maior parte das vezes, eles passam um longo período dentro da sua empresa — pelo menos 40 horas semanais. Por isso, eles precisam encontrar um ambiente agradável e estimulante, no qual tenham o prazer de permanecer enquanto executam suas atividades. Essa disposição mental positiva é responsável por um resultado desejado pelos gestores: produtividade.

O paisagismo corporativo é um dos elementos que contribui diretamente para o aumento da produtividade. Um estudo da Universidade de Queensland demonstrou que ele pode aumentar esse índice em até 15%. Entre os motivos para isso, podemos destacar: 

  • melhora na qualidade do clima e, consequentemente, na capacidade de ativar recursos mentais (concentração, criatividade, disposição);
  • as plantas promovem o relaxamento mental, evitando ou reduzindo a sobrecarga do corpo e da mente;
  • bem-estar provocado pela conexão dos funcionários com a natureza;
  • o ser humano reage com prazer e alegria às composições estéticas agradáveis, que combinam cores e formas harmoniosamente;
  • um bom projeto de paisagismo corporativo “quebra” a frieza de um ambiente comercial, tornando-o mais acolhedor e humano. 

Público externo

Fornecedores, clientes, visitantes, prospects: apesar de ser mais variado em seus interesses e objetivos, esse público também é fortemente influenciado por um ambiente esteticamente elaborado e acolhedor.

Todos os elementos arquitetônicos, incluindo o paisagismo, contribuem para a formação de uma imagem a respeito da empresa. Nesse sentido, a configuração do espaço é fundamental para transmitir, mesmo que inconscientemente, a essência de uma organização. 

É através da percepção do ambiente que esse público infere características como organização da empresa, cuidado com o ambiente e o com as equipes, responsabilidade ambiental, criatividade e inovação, excelência na realização das atividades, entre outras.

Quando falamos da percepção do consumidor, existe ainda um outro elemento que requer a consideração: a experiência do cliente. Certamente ela não se restringe a isso, mas todo e qualquer fator que possa tornar essa interação mais agradável merece atenção e investimento. 

O que não pode faltar em um projeto de paisagismo corporativo?

Conceito apropriado de paisagismo corporativo

Vale lembrar que paisagismo é um conceito completamente diferente de jardinagem. Um projeto paisagístico adequado é aquele em que a definição das espécies vegetais utilizadas é pensada a partir do objetivo daquele espaço arquitetônico. 

A presença ou ausência das espécies precisa ser justificada do ponto de vista funcional, técnico e de uso. Dessa forma, elas contribuem para que o ambiente tenha a imagem desejada e para facilitar o desenvolvimento das atividades que devem ocorrer ali.

Apresentação de um briefing completo

Um briefing detalhado é a melhor forma de compreender as necessidades do cliente e ter as informações necessárias para elaborar uma proposta viável e compatível com suas expectativas. 

É preciso que o arquiteto paisagista faça as perguntas certas para descobrir o que o cliente deseja e até mesmo o que ele está se esquecendo de mencionar. Também deve esclarecer informações distorcidas para evitar a formação de expectativas irreais.

Sem esse cuidado durante o briefing, corre-se o risco de que o arquiteto não entenda corretamente as necessidades da empresa, o que pode levar à elaboração de uma proposta que não condiz com os objetivos do seu cliente.

Essa falta de compreensão pode até mesmo inviabilizar a contratação do arquiteto. No pior dos cenários, as divergências surgirão ao longo da execução ou até mesmo após o projeto finalizado, gerando desgastes e insatisfação. 

Respeito ao layout do espaço corporativo

É essencial que o arquiteto paisagista tenha sempre em mente qual é o objetivo daquele local. Um estudo das atividades que devem ser realizadas em cada parte do espaço pode ajudar a configurar a distribuição das plantas de forma bela e funcional.

Qual é a finalidade de cada ambiente? Ele receberá clientes, parceiros, fornecedores ou é reservado aos funcionários? Qual é o fluxo de circulação de pessoas e como os elementos podem ser dispostos sem prejudicá-lo? 

Também é importante analisar qual é a função de cada ponto específico no dia a dia: ele faz parte de uma sala de atendimento ou espera que deve ficar mais agradável? Vai dividir parcialmente os ambientes? Ou trata-se de um jardim no qual os funcionários podem descansar? 

O paisagista deve trabalhar em sintonia com quem planeja a disposição e o layout do ambiente como um todo. Assim, eles deixarão o espaço mais agradável, mas sem comprometer a funcionalidade. 

Pesquisas de referência

A pesquisa de referência é válida tanto para entender, de forma mais completa, a interferência desses elementos nas atividades que serão desenvolvidas quanto para obter inspiração em perfis especializados e descobrir possibilidades. 

É fundamental analisar aspectos como o local em que as plantas serão alocadas (incidência de sol, ventilação, etc), que tipo de manutenção essas espécies necessitam e qual é a disponibilidade de espaço para escolher as espécies mais apropriadas. Também é importante estar atualizado quanto a materiais e soluções que possam simplificar a execução e a manutenção do paisagismo, tornando-o mais viável para as organizações.   

Representações visuais do projeto

Depois de todas essas etapas, o arquiteto está pronto para a apresentar seu projeto ao cliente. Essa etapa é fundamental, pois mostra que o profissional: 

  • entendeu como a empresa funciona e quais são os objetivos daquele projeto;
  • encontrou as soluções apropriadas para o espaço que ele apresentou;
  • elaborou uma proposta com benefícios evidentes para a organização;
  • domina as técnicas e recursos necessários para fazer o projeto sair do papel e se tornar realidade;
  • tem consciência de quais são os recursos materiais e humanos necessários à concretização do projeto.

O arquiteto precisa se lembrar também de que ele tem uma visão 3D mais apurada. Ou seja, quando ele olha para um desenho, consegue visualizar como esses elementos ficarão dispostos em um ambiente tridimensional. Lembre-se, porém, que talvez o seu cliente não tenha a mesma facilidade, então apresente suas ideias por meio de representações, maquetes e prévias do projeto. Disponha também todos os elementos e móveis que fazem parte do ambiente para que o cliente tenha uma percepção exata do resultado final. 

Gostou de entender a importância do paisagismo corporativo e de ficar por dentro das etapas para criar projetos mais completos? Então aproveite para acompanhar outras novidades que compartilhamos: basta curtir nossa página no Facebook!