Você se lembra do último lounge corporativo que visitou? Provavelmente não, certo? Porém, com o mercado de arquitetura se adaptando cada vez mais para fazer das recepções e salas de espera uma experiência diferente do que era antigamente, a percepção comum desses espaços deve mudar em breve. Se antigamente o lounge de escritório era planejado apenas para ser uma área pela qual as pessoas passam antes de chegar ao seu destino, hoje ele desempenha um papel muito diferente, tanto no sentido de se tornar um espaço de encontro e de convívio, quanto de refletir com perfeição a marca e o DNA de uma empresa.

Quando falamos em arquitetura predial e corporativa, pode parecer estranho perceber como esse setor é influenciado pelas mudanças de comportamento tanto em relação ao trabalho quanto à convivência social. Mas a verdade é que qualquer mercado funciona assim. Atualmente, os lounges de escritório e salas de espera representam muito mais do que um “lugar de passagem”, e a arquitetura acompanhou essa evolução.

A partir disso, conceitos como design de experiência e de espaço colaborativo passaram a se tornar cada vez mais frequentes nos projetos arquitetônicos, entendendo como esse espaço pode contribuir não apenas para a produtividade e a troca de ideias entre funcionários e clientes, mas também para o branding de uma organização. A seguir, vamos explorar um pouco melhor esse assunto.

Das salas de espera à área comum: a evolução do lounge na arquitetura

lounge corporativo

Em primeiro lugar, vale a pena entender um pouco como esses espaços mudaram ao longo dos anos. Como já mencionamos, os lounges corporativos eram vistos apenas como entrada ou saída de um ambiente, ou salas de espera com uma finalidade única, esperar. Dessa forma, não era incomum ver apenas uma mesa de recepção e alguns móveis espalhados pelo ambiente, mas nada muito pensado e sem uma identidade definida.

Entretanto, com o tempo e a mudança das formas de trabalho, com a correria cada vez maior do dia a dia e a sensação de deslocamento, muitas pessoas passaram a ter a necessidade de se encontrarem em um espaço comum, de compartilharem suas ideias, seu trabalho ou mesmo a simples presença de outras pessoas.

Esse pode ser apenas um sintoma de um mundo tão conectado que, muitas vezes, parece desconectado demais. Mas também é um reflexo de que nossa necessidade humana de nos ligarmos com o outro é algo que nunca muda.

Por isso, muitos projetos de arquitetura ressignificaram os lounges corporativos e salas de espera como lugares de socialização e de trocas, um espaço hospitaleiro e confortável que permite que clientes, funcionários e visitantes parem, organizem seu dia e suas atividades e também tenham um tempo para compartilhar ideias, insights e experiências. Mas eles também servem como espaço de descanso e, por que não, de desconexão da correria do mundo corporativo.

O lounge corporativo e a importância deste espaço nas empresas

Então, quando falamos sobre arquitetura na recepção de escritórios, nos lounges corporativos e nas salas de espera, há muito o que se descobrir atualmente. Conceitos como biofilia e branding estão sendo cada vez mais explorados dentro dos projetos, e muitos profissionais estão avançando para um próximo nível com relação ao design de experiência.

Em resumo, a ideia básica é tentar maximizar a interação no ambiente construído, fazendo que as pessoas se sintam mais conectadas com esse espaço, e escolham retornar a ele. Sabemos que a forma como as pessoas reagem a um ambiente é totalmente emocional, desde as cores percebidas nas paredes e nos móveis quanto na escolha da decoração, da disposição do mobiliário, da iluminação, entre outros fatores.

Então, por mais que, em seu conceito mais básico, o lounge de escritório sirva como uma espécie de sala de espera, atualmente espera-se muito mais dele. Muitos vão até esses ambientes em busca de outras experiências, outras sensações, de um lugar para compartilhar e trocar ideias, ou apenas que permita recarregar as energias, refletir sobre seu trabalho e renovar sua motivação por mais algumas horas.

4 exemplos de lounges “ícones” do meio corporativo

Nesse sentido, um projeto arquitetônico que pesa todas essas necessidades consegue garantir que as pessoas cheguem até esses ambientes, seja para trabalho ou para descanso, e interajam com o ambiente, criando emoções positivas a respeito dele.

A seguir, confira 4 exemplos de lounges considerados “ícones” que transmitem em sua arquitetura e design todas essas qualidades que citamos até aqui.

Amazon

Amazon Seattle Office has large welcoming lobbyFoto: TerraMai

A Amazon é um exemplo de marca que ressignificou a recepção de suas empresas para permitir que as pessoas socializem, façam planos, troquem experiências e ideias e se preparem para mais um dia de trabalho. Em um espaço amplo, os lounges da marca podem conter tanto espaços de trabalho individuais quanto áreas de reunião de grupo, ou até mesmo espaços para eventos.

A foto acima mostra o primeiro andar do Amazon Seattle, que foi projetado para se tornar, principalmente, um espaço de coworking.

Hotéis Ibis

Novo Conceito – Hotéis Ibis
Foto: Fran Parente

A empresa de hotéis Ibis é conhecida por oferecer a seus clientes espaços modernos, disruptivos e acessíveis para todos os bolsos. Pensando nessa versatilidade, o escritório FGMF Arquitetos saiu vencedor de um concurso promovido pela rede AccorHotels, tornando-se responsável pela repaginação dos Hotéis Ibis, a partir da criação de um novo conceito arquitetônico em lounges e salas de espera.

A ideia foi transformar o saguão em um espaço moderno e confortável, que permite que seus clientes e funcionários sintam-se à vontade em qualquer momento do dia. Apesar de não se tratar de um meio corporativo, tanto a escolha de mobiliário até o bom gosto decorativo da rede de hotéis podem ser facilmente aplicados em qualquer tipo de escritório.

ING Bank

Pitá - Projetos - ING — Pitá ArquiteturaFoto: Pitá Arquitetura

Bancos não são conhecidos por serem ambientes confortáveis. Em geral, são associados a longas esperas e atendimentos burocráticos. Mas, no caso do banco global ING, projetado pela Pitá Arquitetura, o lounge foi pensado para ser um espaço amplo, harmonioso e tranquilizador. Sua arquitetura moderna e arejada torna a recepção um local relaxante, podendo ser usado tanto para passar o tempo e relaxar, quanto para realizar atendimentos ou trocas com seus clientes e visitantes.

Agência Droga5

Droga5's floating conference room
Foto: Office Snapshots

Outro exemplo é o lounge corporativo da agência de publicidade Droga5. Seu projeto arquitetônico criou para os clientes e visitantes uma experiência única através de uma atraente sala de conferências flutuante, belíssimos painéis de madeira e uma área de lounge simples, porém muito elegante. O espaço é ideal tanto para passar o tempo e compartilhar insights quanto para descansar de um dia movimentado de trabalho.

Enfim, deu para perceber o quão importante o lounge corporativo e as salas de espera podem ser dentro de uma empresa. Ele representa mais do que um simples espaço de passagem: permite a todos que o ocupam vivenciar diferentes tipos de experiências.

Nesse sentido, é essencial que a recepção de uma empresa seja bem composta, tanto a partir de um projeto estruturado para impressionar e valorizar essa parte do prédio, quanto na hora de escolher o mobiliário e a decoração para compor o ambiente.

Pensando em oferecer a melhor experiência em lounges corporativos, salas de espera e recepções de escritórios, a Marelli desenvolveu a linha Hospitallity, que amplia as possibilidades para a criação de áreas acolhedoras e de conforto dentro do ambiente fixo do escritório. Seus assentos com configurações únicas fornecem um acabamento em madeira impecável, além de outros materiais com um design suave e harmonioso. Confira os produtos da linha completa!