Que a arquitetura oferece um universo de possibilidades, isso nós já sabemos, mas sempre surgem dúvidas sobre qual é o melhor material para se investir e como isso fará sentido no projeto, certo? Quando tratamos de divisórias de ambientes, existem vários tipos de materiais que podem ser utilizados.

Os tipos que você oferecerá aos seus clientes podem transitar entre o tradicional e as soluções mais criativas, mas isso dependerá muito do ramo de atividade e para qual funcionalidade. Fazer um estudo de layout de ambientes corporativos previamente auxilia bastante nesse processo.

Com o propósito de ajudar você a fazer as melhores escolhas em seus projetos e mostrar que você manda bem no que faz, preparamos uma lista com 11 tipos de materiais sobre os quais é preciso ter conhecimento. Confira!

Saiba a importância de escolher o melhor material para a divisória do seu ambiente corporativo

Na arquitetura, assim como na vida, cada escolha feita significa uma renúncia. Ou seja, a rotina de projetar e decorar um espaço é baseada em preferências. Isso não é diferente na escolha do material para a divisória do ambiente corporativo.

Por exemplo, se você almeja praticidade e preço baixo, abrirá mão de escolhas mais modernas, esteticamente agradáveis e com acústicas melhores. O mesmo vale para o inverso. Dessa forma, a escolha deve ser baseada nas prioridades que o cliente e o projeto indicam.

Além disso, destacamos que não é porque o material é barato que ele é ruim. Há várias opções boas a preços mais baixos, basta que você saiba como aplicá-las e optar por bons fornecedores do produto.

Dessa forma, se você tem um espaço que precisa ao mesmo tempo de uma boa acústica e de material barato, a sugestão é fazer uma mescla de material barato e de fácil execução com soluções para mitigar os efeitos acústicos negativos, inserindo no ambiente bastante móveis e tecidos, por exemplo. A estratégia muda de acordo com a necessidade.

Conheça os principais tipos de materiais para divisórias

1. Vidro

Costuma ser bem utilizado na decoração de ambientes corporativos e pode até deixar os escritórios mais sofisticados. As opções de vidros temperados e laminados são as mais utilizadas nos projetos arquitetônicos, sendo que a primeira oferece uma boa resistência aos impactos.

Sua utilização em divisórias pode ajudar a economizar energia, uma vez que permite o fluxo de luz natural no ambiente. Geralmente, são partições funcionais que podem servir para estações de trabalho, sistemas no estilo piso-teto, portas de correr ou até mesmo em estantes.

Caso a preocupação do cliente seja com o isolamento acústico do escritório, pode-se aplicar vidros duplos e revestimentos com estrutura de ferro. Se a questão for privacidade, em vez de optar por um vidro incolor, é possível aderir aos tipos serigrafado e acidado, uma vez que apresentam uma aparência leitosa e opaca.

2. Madeira maciça

É ótima para compor ambientes que remetem à autoridade, Além disso, proporcionam um estilo diferenciado, dão elegância e combinam com o mobiliário corporativo — recurso bem utilizado em escritórios de advocacia, por exemplo. Em seu aspecto liso ou trabalhado, pode servir como porta de correr e deixar o local mais privativo.

A madeira tem propriedades que absorvem o som e é uma boa pedida para delimitar a circulação de ruídos e conversas paralelas entre os setores de uma empresa. Se o desejo do cliente é apenas ter uma divisória aparente, pode-se estruturar ripas de madeira em posições que as deixem vazadas para facilitar o arejamento e a claridade.

Esse tipo de material também pode servir como complemento a bancadas de concreto e estantes de nichos assimétricos. Para os locais de trabalho que presam pela sustentabilidade, há a opção de criar jardins verticais que contribuem com o paisagismo corporativo, dando cor e vida ao espaço.

3. Madeiras industriais

Nesse contexto, o foco é voltado para duas opções que derivam de espécies do tipo Pinus e Eucalipto: MDF (Medium Density Fiberboard) e a MDP (Medium Density Pannel). A primeira consiste na mistura de fibras de madeira prensadas com resinas sintéticas, enquanto a segunda conta com três níveis de camada que dão maior resistência.

As madeiras do estilo MDP dispõem de um excelente acabamento para acrescentar revestimentos melamínicos, metálicos ou até mesmo de tecidos. Pode-se compor ótimas divisórias, principalmente em empresas de telemarketing, onde não há apenas a preocupação com as melhores cadeiras, mas também com a separação dos setores.

Se você está produzindo projetos para empresas que adotaram uma política sustentável, utilizar MDF ou MDP é uma boa, pois elas são derivadas de áreas reflorestadas. Também podem proporcionar divisórias piso-teto, e a alternação de tons tem a capacidade de trazer harmonia na decoração de um escritório.

4. Drywall

Diferentemente do gesso maciço, as divisórias feitas com o sistema Drywall são constituídas com placas maiores — nos tamanhos de 1,20 m x 1,80 m ou 1,20 m x 2,40 m — e no estilo acartonado. A mesclagem com estruturas de aço galvanizado faz com que seja mais resistente e com menos risco de aparecer rachaduras.

É possível desenvolver projetos que tenham nichos, permitindo colocar objetos e também spots de LED para a iluminação no ambiente de trabalho. Inclusive, as decorações que adotam esse tipo de material enfrentam menos problemas com resíduos e sujeira ao término do serviço.

Entretanto, vale a pena ressaltar que a manutenção precisa ser periódica, visto que há propensão de amarelamento por conta da umidade. Outra característica interessante é que as propriedades presentes nas placas acartonadas contribuem consideravelmente para estabilizar a temperatura do local.

5. PVC

Praticamente, tem as mesmas vantagens de divisórias feitas com revestimento MDP, com a diferença de que esse material é um plástico e, por conta disso, confere uma durabilidade muito maior. A montagem é rápida e, mesmo se for preciso deslocar as placas, o reaproveitamento é muito bom.

O custo é bem inferior quando comparado ao dos outros materiais, e a limpeza pode ser feita de forma simples, com produtos convencionais. Pelo fato de sua composição ter resistência aos fungos, às bactérias e até mesmo aos roedores, essas divisórias são consideradas ideais para agregar qualidade de vida no ambiente de trabalho.

Tendo em vista essas características, pode-se criar designs, englobando divisórias de PVC, para clínicas médicas, indústrias, depósitos alimentícios, clínicas veterinárias, entre outros segmentos. Também é uma estrutura eficiente para compor uma sala de reunião ou de treinamentos.

6. Cobogó

O cobogó é um material tradicional, muito utilizado na arquitetura tradicional brasileira. Antigamente, esse item era muito usado em circulação vertical e áreas de serviço, como medida para garantir ventilação e iluminação natural. Assim, era inserida em diversas linguagens arquitetônicas, desde a tradicional até o modernismo brasileiro, por exemplo.

Entretanto, na última década esse item voltou com força para a arquitetura, especialmente a de interiores. Dessa vez, não mais como um elemento meramente funcional reservado à área de serviço e de circulação, mas sim como um elemento agradável, belo, com desenho único e que serve para os mais diferentes objetivos dentro de uma construção.

Após essa ressignificação, o material passou até mesmo a ser utilizado na decoração e na ambientação de espaços corporativos, como escritórios. Entre os locais para a sua aplicação, destacamos as divisórias. Contudo, ressaltamos que, por ser um material naturalmente vazado, ele deve ser destinado para locais que não requerem 100% de privacidade.

Sendo assim, pode ser um elemento crucial para garantir espaços fluidos e que apresentam a característica de espaço aberto — muito comum nos escritórios mais modernos.

7. Metal ou ferro

Um material que não era muito comum de ser utilizado como divisória, mas que atualmente vem se tornando uma tendência, é o metal ou ferro. Entre as principais vantagens que ele leva ao espaço corporativo, destacamos a leveza, modernidade e fácil limpeza que confere ao ambiente. Alguns cuidados em relação à ferrugem e acústica devem ser tomados, tanto a nível de projeto, como a nível de execução.

O material pode ser utilizado nos mais diversos tipos de ambientes corporativos, como os modernos, e com uma pegada mais industrial. Como nada está separado no mundo da arquitetura e decoração de interiores, recomendamos que a escolha da divisória de metal esteja de acordo com o restante da linguagem arquitetônica do espaço.

Por exemplo, se o escritório tiver uma linguagem rústica, a divisória de metal é uma má escolha. Entretanto, as escolhas devem ser pensadas de forma isolada para que se verifique se há coerência na escolha dos materiais, ou não.

8. Alvenaria

A alvenaria não e exatamente um material, mas uma das técnicas construtivas mais antigas do mundo. É muito utilizada para construção de paredes nos mais variados ambientes, desde residenciais e corporativos até os industriais.

O principal material que conhecemos para a reprodução dessa técnica é o tijolo cerâmico, feito de argila. Entre as principais características desse material, destacam-se sua fácil aquisição, leveza, flexibilidade e o acesso fácil à mão de obra para utilizá-lo.

Entretanto, outros materiais para a construção de uma parede em alvenaria podem ser utilizados. Entre eles, podemos destacar o próprio drywall, já citado anteriormente. Além disso, podemos citar a alvenaria com tijolos de barro, de concreto, dentre outros.

A principal vantagem dessa técnica é sua múltipla variedade, além de ser uma solução muito comum, que qualquer profissional da construção civil consegue executar. Para espaços mais tradicionais, recomenda-se a utilização de tijolo cerâmico convencional. Em casos peculiares, seja por exigência de conceito seja por disponibilidade abundante na região, recomenda-se a utilização de tijolos de barro, ou ecológicos, para a execução da alvenaria.

9. Divisórias navais

Certamente você já viu uma divisória naval em algum ambiente corporativo, ainda que não se lembre. O material é muito utilizado devido à sua fácil aplicabilidade. Ele tem um aspecto neutro, embora modificações possam ser feitas em sua superfície.

Apresenta dois modelos de superfície: opaco, para impedir a visualização do interior dos espaços, ou envidraçado, quando o intuito é justamente o oposto. É possível fazer uma mescla entre os dois tipos, alterando as características de acordo com a necessidade.

Embora o material seja de grande praticidade, ele deve inserido no ambiente corporativo, analisando-se uma série de fatores. Isso porque o material não apresenta uma acústica muito favorável, especialmente quando os vidros são inseridos para melhorar a visualização do espaço interno. Além disso, o material não é muito resistente e, quando envelhece, apresenta características não muito agradáveis, como uma coloração amadeirada.

Dessa forma, ao escolher esse material, você deve ficar atento quanto à sua manutenção, além de estudar formas de a acústica não ser prejudicada, assim como a privacidade.

10. Divisória acústica

Essa divisória apresenta enorme qualidade em relação às divisórias convencionais, pois apresenta boas soluções para a acústica do ambiente. O desempenho acústico costuma variar de 30 db até 55 db, o que é bastante positivo.

Para alcançar esse desempenho, essa divisória é feita da seguinte forma: estrutura interna feita de aço com pintura fosfatizada. Para a parte externa, o “desenho”, ou perfilação, é produzido por meio de alumínio pintado. Para otimizar a acústica, deve ir do teto até o chão, vedando totalmente o espaço.

Além disso, para isolar acusticamente o ambiente, pode ter sua superfície externa e interna acolchoada ou preenchida com tecidos. Essa estratégia aprisiona as ondas sonoras, fazendo com que elas percam a sua força, o que garante maior privacidade acústica ao ambiente.

Devido a essas características, essa divisória é ideal para ser utilizada em salas de reuniões e demais espaços em que a privacidade é uma considerada fundamental para dar continuidade às atividades.

11. Outros materiais 

Existem possibilidades de divisórias que sejam bem diferentes e ao mesmo tempo tragam soluções econômicas e criativas. O uso de pallets, por exemplo, pode proporcionar ao ambiente corporativo um visual mais rústico e até inusitado, sendo que, com uma pintura, é possível dar um charme a mais ao lugar.

O uso de tubos de PVC também pode ser uma escolha mais despojada e, dependendo do público-alvo, pode servir para chamar sua atenção positivamente. Há quem prefira utilizar cortinas e persinas para dividir de forma simples os ambientes.

Em resumo, entre os tipos de materiais para divisórias de ambientes, é preciso verificar quais são as necessidades da empresa e como isso vai influenciar a produtividade do local. Além disso, atente sempre às normas regulamentadoras para fazer um trabalho dentro dos padrões de qualidade e gerar satisfação aos clientes.

Gostou das informações passadas neste texto sobre divisórias de ambientes corporativos? Então, entre em contato com a nossa empresa para conhecer as nossas soluções! Está esperando o quê?