Após uma era de excessos, que se espalhou dos Estados Unidos para o mundo, cada vez mais o minimalismo passa a fazer parte de nossas vidas. A tendência alcançou o guarda-roupa, o lifestyle e até mesmo a decoração. E é sobre a decoração minimalista que falaremos a seguir.

Seu principal preceito é viver com menos, o que permite uma atenção maior ao que verdadeiramente importa. No âmbito corporativo, isso oferece uma série de vantagens, incluindo o aumento de produtividade — sonho de qualquer gestor, não é mesmo?

Por isso, este texto explora a decoração minimalista, mostrando suas principais características e fornecendo dicas para a implementação ao ambiente corporativo. Acompanhe para aprender mais sobre a tendência e, quem sabe, colocá-la em prática.

Quais são as origens da decoração minimalista?

Engana-se quem acredita que o minimalismo surgiu recentemente. Suas origens datam da passagem dos anos 50 para os 60, nos Estados Unidos, por meio de uma série de movimentos artísticos, culturais e científicos. Designers, no entanto, só aderiram aos movimentos por volta dos anos 80.

No campo do design e da arquitetura, em específico, o minimalismo surge fazendo as vezes de contraponto a movimentos artísticos anteriores, marcados pela hiperemotividade e abundância de cores e formas. Por isso, sua intenção era exatamente reduzir objetos artísticos até suas estruturas primárias.

Na arquitetura, buscou-se inspiração na cultura japonesa, pinçando também elementos do design industrial e do escandinavo. Assim, é comum encontrá-los em ambientes que adotam o estilo minimalista, como no uso de cores apenas em poucos elementos decorativos ou na preferência por materiais naturais, tais como o couro e a madeira.

Principais expoentes

Em sua essência, o minimalismo foi desenvolvido no campo da escultura. Destacam-se na área nomes como Donald Judd, Dan Flavin, Robert Morris e Sol LeWitt. Já a arquitetura minimalista é visível em obras de John Pawson, Tadao Ando e Hiroshi Naito, por exemplo.

Nenhum deles, no entanto, ostenta o título de “pai do minimalismo” como Mies van der Rohe. Ele é responsável pela célebre frase “menos é mais”. E, agora que você entendeu o contexto dela, faz ainda mais sentido, não é mesmo?!

Mies van der Rohe foi um dos pioneiros da arquitetura moderna e criou um estilo bem característico, empregando o uso da luz e a simplicidade para seus projetos, assim como a preferência por espaços abertos e sem obstáculos. Entre os materiais mais utilizados, pode-se destacar o vidro temperado e o aço industrial.

Uma de suas obras mais conhecidas é o Pavilhão Alemão da Exposição Internacional de Barcelona, sustentada por pilares de aço e mármore travertino sobre painéis de madeira. A ideia inicial é que o projeto fosse temporário, tanto que chegou a ser desmontado em 1930, mas foi reconstruído décadas depois.

Que características marcam a decoração minimalista?

Na decoração minimalista, o principal intuito, como explicamos anteriormente, é a criação de um espaço funcional. Há, no entanto, uma grande preocupação estética, tanto para que o ambiente seja agradável quanto para que o resultado final seja extremamente organizado.

Assim, o ambiente conta com uma menor quantidade de mobília. Porém, preza pela funcionalidade, qualidade e conforto. Para a arquitetura corporativa, isso significa também tornar o espaço mais organizado e sem muitas distrações para os colaboradores. Assim, fica fácil de se concentrar.

A luz é extremamente importante para o estilo minimalista. Em muitos projetos, as janelas tornam-se o centro das atenções. Em outros casos, opta-se por um trabalho aprofundado de iluminação artificial para ajudar a valorizar e dar a impressão de amplitude ao espaço.

Aliás, essa sensação de amplitude é outro ponto de atenção para projetos minimalistas.

Como usar o estilo na arquitetura corporativa?

Se a ideia do minimalismo parece atrativa, existem algumas formas de implementar o estilo ao ambiente corporativo sem pender ao tédio.

Escolha de cores

Nada de se ater às cores que são tendência da temporada. Lembre-se de que menos é mais para esse estilo. Um ambiente todo em branco, utilizando-se de pequenos pontos de cor pela decoração, pode ser uma boa escolha. Outra opção são tons neutros.

Dependendo da área de atuação da empresa, pode-se planejar também um ambiente que adquira tons futuristas. Isso é possível com toques de preto ou vermelho em algum objeto decorativo ou móvel.

Materiais comumente utilizados são a madeira para chão ou móveis, mármore, granito e cimento alisado — que não fogem muito da paleta de cores citada, mas podem conferir sensações de aconchego ou de modernidade, dependendo do uso.

Disposição e forma dos móveis

Com o ambiente em tons neutros e iluminado, qualquer objeto fora de lugar tem um peso muito maior, destacando-se. Por isso, a mobília costuma ser planejada para o espaço. Há o apreço pela funcionalidade e por formatos clean, abusando de linhas retas.

Prateleiras abertas não são muito comuns na decoração minimalista. Afinal, tendem a acrescentar uma série de elementos ao ambiente — de livros a objetos decorativos, como porta-retratos ou quadros.

É comum até que portas de armários e gavetas não tenham puxadores aparentes, o que dá destaque à simplicidade dos móveis.

Uma boa forma de ocupar melhor o ambiente corporativo é com o uso da parede. Você pode, por exemplo, pregar monitores e cabos nela para ganhar espaço livre na mesa. Essa última, aliás, deve ser a mais limpa possível, só com o que for extremamente necessário (leia-se: utilizado muitas vezes durante o dia).

Escritório aberto

Uma tendência da decoração minimalista para ambientes corporativos é utilizar o open space. Ou seja, é um grande escritório sem paredes, o que aumenta o contato entre os funcionários, facilitando a comunicação e confiança entre áreas.

Assim, o rendimento tende a aumentar. Afinal, é possível acompanhar informações em tempo real, com maior dinamicidade.

Escritórios que adotam o open space, no entanto, precisam passar por maiores reformas. Se não houver um cuidado com a acústica, por exemplo, o ambiente pode tornar-se barulhento e distrativo — o oposto do que se pretendia. Além disso, há a tendência dos gestores de colocar o máximo de pessoas possível na sala. Isso, no entanto, prejudica a mobilidade.

Quando bem implementada, a decoração minimalista pode trazer inúmeros benefícios para a empresa e também para seus colaboradores. Ganha-se na produtividade e no aumento de concentração, uma vez que elementos que podem distrair são eliminados do ambiente. Em determinados casos, há ainda maior confiança e melhora, inclusive, na comunicação interna.

Se você está pensando em adotá-la, vale fazer um estudo de layout para planejar melhor o ambiente. Descubra a importância dele neste artigo!