Como já diria o norte-americano Frank Lloyd Wright, a arquitetura é a mãe de todas as artes. Os grandes arquitetos do mundo deixam não apenas sua marca a cada projeto realizado, mas, também, contribuem para o avanço da humanidade.

Prova disso são as últimas tendências da área, que focam no uso de tecnologias de ponta e na sustentabilidade — ambos assuntos de suma importância para o futuro.

Para homenagear e aprender com esses mestres, preparamos uma seleção com os maiores projetos dos últimos tempos e seus criadores. Descubra o que faz cada um deles único!

Renzo Piano

Apesar de nascer em uma família de construtores, Renzo Piano abandonou a tradição para cursar arquitetura no Instituto Politécnico de Milão. Questionador como só, tem suas ressalvas quanto à academia, tanto é que a experimentação tornou-se um dos pilares de suas obras.

Entre as mais conhecidas, pode-se citar o Centro Cultural Georges Pompidou, em Paris, além do edifício The Shard, localizado em Londres. Em ambos, é notável como o arquiteto trabalha elementos menos tangíveis, como o ar e o uso da luz.

A cada nova empreitada, ele busca a criação de um projeto único, fugindo dos padrões estabelecidos. Por isso, seu legado traz edifícios high tech, com iniciativas sustentáveis e preocupação habitacional.

Zaha Hadid

Ainda que a arquitetura seja uma área dominada por homens, a iraquiana Zaha Hadid representa bem a força feminina. Ela foi a primeira mulher a receber o Prêmio Pritzker de arquitetura pelo conjunto de sua obra, que é o equivalente do Nobel, e a medalha de ouro do RIBA, maior prêmio relacionado à profissão no Reino Unido.

Seu nome é referência quando o assunto é a arquitetura desconstrutivista. Ela não se opõe à complexidade e sabe como ninguém dar movimento, até mesmo, a materiais como o concreto, por meio de formas irregulares.

Grande parte de suas obras demonstra ares futuristas, aliando o concreto a superfícies brilhantes e formas orgânicas. Não por acaso é conhecida como a “rainha das curvas”. Um de seus trabalhos que mais recebeu elogios é o Centro Aquático de Londres, feito especialmente para as Olimpíadas de 2012.

Outro grande destaque é o Heydar Aliyev Center em Baku, Azerbaijão. Assim como a citada anteriormente, apresenta curvas, dessa vez, nascendo do chão, como em uma escultura arquitetônica.

Oscar Niemeyer

O Brasil também está muito bem representado entre os grandes arquitetos do mundo, com Oscar Niemeyer. Aliás, ele e Zaha Hadid chegaram a trocar ideias, uma vez que Oscar é mestre em brincar com formas, acrescentando curvas ao concreto, mesmo quando a via de regra eram projetos marcados pela linha reta.

Com seu modernismo, deu vida aos edifícios governamentais de Brasília — passando do Palácio da Alvorada até a Praça dos Três Poderes e a Catedral de Brasília. Engana-se, no entanto, quem pensa que suas obras ficaram restritas ao país.

É de Niemeyer também o desenho da Sede das Nações Unidas, em Nova York. Lá, ele apresentou suas ideias para uma comissão de dez arquitetos, modificando os elementos principais do conjunto e recebendo a aprovação de Le Corbusier, uma de suas maiores referências.

Tom Wright

Talvez, você até não reconheça o arquiteto pelo nome, mas, com certeza, já admirou a maior obra de sua carreira: o sofisticado hotel Burj Al Arab, em Dubai. O nome, em uma tradução livre, significa “torre das arábias”, mas sua criação atingiu um nível além: virou um ícone para a cidade.

Tom Wright nasceu em um subúrbio de Londres e acabou tornando-se membro do Instituto Real dos Arquitetos Britânicos, a partir de 1983. Isso porque, em suas criações, considera também o meio ambiente, a gestão e a cultura local.

Assim, consegue unir lazer e hospitalidade a projetos ousados, que abusam de materiais mais requintados, cores fortes e uso de vidro e aço.

Santiago Calatrava

O multitalentos espanhol, Santiago Calatrava, além de arquiteto, é também engenheiro e artista plástico, frequentemente expondo suas esculturas e pinturas em museus importantes, como o Metropolitan Museum of Art.

Talvez, até por essa tripla formação, suas obras apresentam articulações, hastes e cabos, o que permite movimento — às vezes, no sentido literal. Não é raro encontrar conjuntos arquitetônicos inspirados por esqueletos ou asas de pássaros. Por esse estilo inconfundível, muitas pessoas rotulam seu trabalho como “neoestruturalista”.

É dele o Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, mas uma das obras mais conhecidas é o Museu de Arte de Milwaukee. Devido à posição do sol, seu “pássaro” abre e fecha as asas.

Já, em sua cidade natal, Valência, criou um grande complexo com oito construções marcadas por detalhes e movimentos, incluindo um planetário que lembra o olho humano, até mesmo com as pálpebras.

Frank Gehry

Frank Gehry é um dos maiores expoentes do Desconstrutivismo, tendência da arquitetura que abre margem à grande inventividade na hora de construir edifícios públicos, desprendendo-se das tradições e resgatando a emotividade.

Seus projetos são ousados e controversos exatamente por isso. Encontram-se elementos esteticamente dissonantes, com grandes volumes de titânio, que não necessariamente apresentam funções práticas.

Toda recoberta por titânio, sua criação mais conhecida é o Museu Guggenheim, na Espanha. Recentemente, fez a Fundação Louis Vuitton, em Paris, e o Biomuseu, na Cidade do Panamá.

Ieoh Ming Pei

O chinês-americano é comumente chamado de mestre da arquitetura moderna. Ele ficou rapidamente conhecido após seu projeto para a ampliação do Museu do Louvre, criando a pirâmide de vidro localizada no pátio principal, que hoje é ponto turístico.

Embora tenha obras de renome em seu extenso currículo, também idealizou projetos de habitações de baixa renda. Consegue ser versátil e descobrir o melhor uso para materiais de baixo custo.

Prefere formas simples, analisando o espaço em torno de onde construirá e o propósito de cada projeto. Com isso, tornou-se responsável também pelo Bank of China Tower, em Hong Kong, e pelo East Building da National Gallery of Art, em Washington DC.

Em todo trabalho dos grandes arquitetos do mundo, nota-se a criatividade para encontrar soluções inovadoras e a ousadia para questionar modelos vigentes. Estar atento a tendências e tecnologias é outro ponto comum. Aliás, nos dias de hoje, esse último é quase requisito básico para uma empreitada bem sucedida.

Apesar das características em comum, cada um deles desenvolveu seu próprio estilo e soube manter essa identidade, reinventando-se para que cada projeto agregue ao conjunto da obra.

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