Ao planejar um ambiente corporativo, não basta apenas acertar na iluminação e na circulação: é preciso considerar também as necessidades de quem mais vai usar aquele espaço, ou seja, os funcionários.

Um bom arquiteto sabe que a diferença está nos detalhes do projeto. Por isso, apostar em um ambiente de trabalho mais harmonioso e aconchegante é um investimento que o seu cliente estará disposto a fazer, pois ele sabe que isso reflete na eficiência da equipe.

E quando falamos em conforto no meio corporativo, a primeira coisa a se pensar é na escolha das melhores cadeiras para escritório. Afinal, requinte e ergonomia devem ser sempre considerados, aliando produtividade e estética no mesmo espaço.

Você conhece as normas que determinam as obrigações do empregador com relação à ergonomia? Sabe quais são os tecidos mais indicados para cada contexto? Neste post, reunimos essas e outras informações para ajudar a sua decisão!

Adequação ao trabalhador

Você sabe que as cadeiras de um escritório não têm a função exclusiva de servir de assento. Muito mais do que isso, elas oferecem conforto e comodidade ao trabalhador e equilíbrio estético para quem visita a empresa.

A composição da identidade visual do espaço também é influenciada pelas cadeiras. Elas dizem muito a respeito do lugar onde estão e sobre o profissional que as utiliza.

Pensando em uma grande cadeira com encosto de cabeça, de couro, que tenha a base larga e imponentes apoios de braço, é inevitável inferir que se trata de um líder ou de um superior.

Ao escolher a cadeira, é imprescindível considerar o cargo do profissional que a ocupará.

Ergonomia para todos

Apesar de a cadeira refletir a imagem do funcionário, é preciso fornecer condições ideais de trabalho para todos, independentemente da função que cada um exerça. Nesse sentido, conhecer a Norma Regulamentadora 17 (NR 17) é fundamental para não criar problemas.

Ela estabelece parâmetros que permitem a adaptação das condições de trabalho às características dos trabalhadores, proporcionando conforto, segurança e desempenho eficiente.

Veja alguns pontos principais a seguir:

O encosto para apoio da lombar é obrigatório

Bancos sem encosto não são permitidos em ambientes de trabalho. Poder acomodar as costas é um direito de todo funcionário que trabalha sentado. O encosto deve ter largura mínima de 40 cm e deve ser ajustável ao corpo, com inclinação antero-posterior.

A altura deve ser ajustável 

Para ser adaptada à estatura do trabalhador, a altura deve ser ajustável, com relação ao piso, entre 37 e 50 cm, podendo haver 3 tipos de cadeiras com alturas diferentes para acomodar a todos.

É essencial que a sola dos pés esteja totalmente apoiada no chão, com os joelhos a 90°. Se essa posição não for possível, mesmo com um móvel apropriado, um apoio regulável para pés pode ser a melhor alternativa para não comprometer a padronização do ambiente.

Os pés propiciam equilíbrio

As cadeiras devem contar com 5 pés, com rodízio. A justificativa disso é permitir mobilidade mínima e auxiliar a segurança do funcionário em pequenos movimentos. Uma boa dica é escolher o tipo W para pisos, por causa do material de silicone, evitando riscos, e tipo H para carpetes.

O apoio de braços é indispensável

Além do ajuste de altura, os apoios de braço também devem ter regulagem de 20 a 25 cm, a partir da superfície de assento, para atender a todos. Fique atento às cadeiras com apoios de braço projetados para a frente, pois podem encostar na mesa e comprometer a ergonomia.

O estofamento deve ser de material adequado

Esse tópico é muito importante para permitir que o período de trabalho não seja tão cansativo. A base do assento deve ser estofada com material apropriado, com densidade entre 40 e 50 kg/m3

A espuma injetada é mais usada atualmente, por garantir maior resistência e durabilidade. A espuma laminada possui camadas de baixa densidade, podendo deformar com o uso.

O melhor material 

A superfície da cadeira deve ser de um material que permita a perspiração, nos locais que estiverem em contato corporal. Como você pode imaginar, existem inúmeros materiais aplicados pela indústria. Existem os mais tradicionais, como borracha, plástico e aço, e os mais sofisticados, como bambu, alumínio ou fibra de carbono.

Entre tantas opções, escolha aquela que atenda às necessidades de comodidade e design. Por exemplo, em ambientes quentes, panamá, camurça ou gobelin não são indicados. Veja a seguir a lista com algumas características dos materiais mais comuns:

Tecidos sintéticos

  • Nylon: durável, leve, macio e fácil de limpar;
  • Lycra: elástico, resistente e confortável;
  • Couríssimo: é o couro sintético que mais se assemelha ao natural, com resistência maior que a do Courvin;
  • Gobelin: é um tecido de textura expressiva e grossa.

Tecidos naturais

  • Couro: é um dos mais procurados, liso, robusto, nobre e fácil de limpar;
  • Algodão: apresenta textura macia e é durável.

Qualidade é um requisito

Além de todas as características técnicas da cadeira, é preciso estar atento à classificação. Você pode encontrar essa informação no manual. As cadeiras tipo C são mais baratas, indicadas para home office, onde são usadas por poucas horas.

Já as cadeiras intermediárias atendem aos requisitos e podem ser utilizadas. Cadeiras tipo A são as mais cobiçadas do mercado. Suas especificações permitem ergonomia máxima.

Peças-chave na decoração

Em todo o ambiente corporativo, talvez as cadeiras sejam a peça mais importante do mobiliário. Elas estão sempre no centro da atenção dos clientes e devem condizer com o padrão visual de excelência da empresa.

Não há como escolher entre beleza e bem-estar. Ambos devem ser considerados e alinhados ao restante do projeto do espaço em que estão inseridos. Para isso, analise as possibilidades e lembre-se de que menos pode ser mais.

Não brinque com as cadeiras. Cores extravagantes, tecidos revolucionários e personalizações excessivas podem comprometer todo o escopo do projeto. Por isso, use itens de decoração mais triviais para tornar o espaço mais descontraído.

Se isso não for possível, as cadeiras destinadas a clientes não precisam se adequar às normas, podendo ser mais afinadas à decoração do que à ergonomia.

Afinal, como escolher as melhores cadeiras para escritório?

Neste post, você percebeu que as opções são muito diversas e podem encantar à primeira vista. Porém, tantas alternativas podem se tornar um problema.

Siga sempre as normas descritas aqui e escolha itens que se adequem à decoração do lugar. Nesse sentido, vale a pena estudar o ramo de atuação do escritório. Startups são mais flexíveis do que escritórios de advocacia, por exemplo.

Na decisão dos materiais, prefira aqueles que sejam mais fáceis de limpar e que proporcionem conforto àquele determinado ambiente. Sair do trabalho com a camisa molhada de suor pode ser muito constrangedor.

Restou alguma dúvida sobre como escolher as melhores cadeiras para escritório? Nós podemos te ajudar: entre em contato conosco e conheça os melhores móveis para compor o seu projeto!