Na hora de elaborar projetos para um ambiente empresarial, é comum surgir uma dúvida: afinal, como unir a arquitetura corporativa e a de interiores se estes são dois conceitos que parecem tão conflitantes? Apesar do desafio à primeira vista, a verdade é que essas duas vertentes podem ajudar (e muito) a criar espaços diferenciados que integram beleza, credibilidade e bem estar.

Há algum tempo, cores sóbrias, móveis robustos e salas fechadas deixaram de ser as principais características para transmitir seriedade e hierarquia. Hoje, as empresas estão assumindo novas personalidades, e a arquitetura corporativa acompanhou essa evolução. A decoração do ambiente de trabalho ganhou ares mais descontraídos: o escritório deixou de ser um lugar impessoal e, com um projeto de interiores bem pensado, passou a causar impactos positivos em funcionários e clientes.

Neste post, listamos 5 dicas incríveis que vão ajudar você a criar ambientes corporativos capazes de unificar bom gosto e funcionalidade. Confira!

1. Um projeto bem planejado

Durante muito tempo, o que definia o planejamento de um projeto de arquitetura corporativa era a necessidade de usar a decoração para demarcar o status interno dos funcionários, as claras divisões de espaço e a imagem séria da empresa. Esse conceito mudou.

Hoje em dia, um bom projeto precisa criar locais de trabalho que sejam confortáveis para os funcionários do ponto de vista da ergonomia, que atendam às expectativas de eficiência dos proprietários, que impressionem positivamente os clientes e que imprimam a personalidade da empresa.

Para isso, uma forte tendência é buscar promover, com a arquitetura, a interação e a comunicação interpessoal por meio de espaços abertos, ambientes tecnológicos, design moderno e layout flexível.

2. Uma questão de personalidade

A personalização do espaço de trabalho é uma parte importante da arquitetura corporativa. Na hora de definir a personalidade que se quer dar à decoração, é preciso ter liberdade e criatividade para que, esteticamente, todo o ambiente tenha a cara da empresa.

Para isso, assim como na decoração de casas, existem alguns caminhos pré-estabelecidos para ajudar a escolher os elementos que melhor se encaixarão nas diferentes situações:

Minimalista

Naturalidade e amplitude são as principais características aqui. A paleta de cores claras e suaves, os móveis simples e funcionais e o uso de cerâmica e porcelana na decoração ajudam a criar um ambiente leve e tranquilo;

Divertido

Ousadia e urbanismo são as referências para esse tipo de estética jovem e atual. A ideia é abusar das referências POP, mostrar um lado despojado com o uso de cores vibrantes e ter o acrílico e o vidro como matérias-primas principais;

Industrial

Essa tendência moderna se vale de cores sóbrias, como o preto e cinza, para destacar a informalidade de elementos como tijolos aparentes e tubulações à vista. A versatilidade fica por conta do uso de aço, metal e madeira de demolição;

Geométrico

Esse sucesso dos anos 50 voltou com tudo em estampas de estofados, na configuração do piso, na aplicação de azulejos, no uso de papéis de parede e nas cores contrastantes. Requinte garantido em linhas retas e elegantes.

3. Uma definição de estilo

Com a personalidade da arquitetura corporativa definida, é hora de escolher os elementos que vão refletir o estilo da empresa. Essa é uma forma incrível de fugir daquele ar frio dos escritórios e criar uma identidade visual específica para o ambiente de trabalho.

Se a ideia é unir modernidade e produtividade, evite pesar a mão no uso de cores. Se as paredes forem coloridas, os móveis devem ser neutros. Uma das paredes pintada com tinta de lousa, por exemplo, é uma solução criativa para aliar bom humor e organização de tarefas.

Se você está em busca de peças que possam dar mais charme ao ambiente, invista em esculturas e objetos de arte, como quadros e ilustrações. Muitas empresas permitem que o funcionário decore o seu próprio recinto de trabalho. Isso é bacana, pois torna o local menos impessoal e engessado.

4. Uma busca pelo conforto

Na decoração de interiores, beleza e design são elementos principais na escolha de móveis. Mas na arquitetura corporativa eles também precisam ser confortáveis e funcionais. Portanto, a mobília certa, distribuída de uma maneira que facilite a execução de atividades, abusando de peças que possibilitem atender às necessidades da equipe e da empresa é a meta a ser atendida.

Se a corporação deseja padronizar o mobiliário, as mesas precisam ser espaçosas para comportar o material básico de trabalho e as cadeiras devem ser ajustáveis para atender pessoas de pesos e alturas diferentes. A boa notícia é que há uma infinidade de modelos que se enquadram perfeitamente nessas especificações sem deixar o design de lado.

Prateleiras, armários embutidos, portas de correr, gaveteiros e nichos são ótimas soluções para organizar e deixar o espaço mais amplo e com melhor circulação. Nas salas de reunião, cadeiras com espaldar mais alto aumentam o conforto. Na recepção, poltronas e sofás que permitem múltiplas configurações podem ser uma opção simpática.

5. Um projeto de iluminação

Em um bom projeto de arquitetura corporativa e de interiores planejar a iluminação é imprescindível. Um local escuro prejudica diretamente a produtividade e deixa o espaço sombrio. Valorize os pontos de luz natural com janelas grandes e cortinas para controlar a quantidade de luz, se necessário.

Evite usar apenas lâmpadas fluorescentes brancas, elas podem deixar o ambiente mais estressante, pois são frias demais. O ideal é criar um projeto luminotécnico que as mescle com lâmpadas de LED, que são mais eficientes e com uma luz mais quente.

Outra ideia funcional e eficaz é usar dimmers para equilibrar a intensidade da luminosidade nos diferentes ambientes. Esse dispositivo garante que o uso da iluminação funcione na medida certa, pois com ele é possível aumentar a incidência de luz em um dia nublado ou diminuir nos dias de sol forte.

Espaços de trabalho convencionais, com paredes extremamente brancas, móveis antigos e luzes fortes são coisas do passado. A decoração das empresas não precisa ser maçante ou sem graça para definir a identidade visual ou a eficiência. Criatividade, inovação e modernidade são elementos indispensáveis para inspirar funcionários e clientes. Um layout bem pensado e design atual são as novas referências da arquitetura corporativa. 

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