Edifícios empresariais suportam uma grande quantidade de ondas sonoras. Esses imóveis geralmente se localizam em áreas centrais, sujeitas ao tráfego intenso e ao caos das médias e grandes cidades. Além disso, os prédios reúnem um número elevado de máquinas, como telefones, alarmes, sensores e outras fontes constantes de barulho.

Para garantir a privacidade e a realização de todas as transações com a comodidade necessária, a acústica em ambientes corporativos deve ser planejada com atenção. Afinal, além de dificultar o trabalho dos que atuam ali, o excesso de ruídos afeta a saúde dos trabalhadores e compromete sua produtividade.

Neste post, falaremos sobre a importância da ambientação correta na hora de projetar um escritório completo e harmonioso. Acompanhe nossas dicas!

O excesso de som causa doenças 

A poluição sonora é um assunto tão sério que foi definido pela OMS (Organização Mundial de Saúde) como uma questão de saúde pública. Especialistas desse órgão recomendam que o limite para a audição humana é de 50 decibéis (dB). Manter esse teto, porém, é muito difícil e exigirá um conjunto de medidas.

Isso acontece porque diversos emissores de ruídos comuns na cena urbana ultrapassam essa marca: metrô (90 dB), feira (90 dB), trânsito intenso (90 dB), caminhões (105 dB), buzina de moto (111 dB), britadeira (120 dB), fogos de artifício (125 dB) e alto-falante (125dB). 

Também é preciso levar em conta o barulho interno de equipamentos, ar-condicionado, geradores de eletricidade, elevadores, telefones e conversas, entre outros. 

Por isso, o cuidado com a acústica em ambientes corporativos é fundamental para a saúde dos trabalhadores e para a produtividade. Até porque, o excesso de som atrapalha a concentração e interrompe a linha de raciocínio, além de provocar irritabilidade, fadiga e falhas na memória. 

Desse modo, fica muito complicado impedir que isso influencie na performance do colaborador  no fechamento de uma venda, no sucesso de uma reunião ou em outras atividades corriqueiras. São muitos os inconvenientes causados pela falta de controle na circulação de ondas sonoras. Abaixo, separamos alguns. Confira:

  • surdez;
  • pressão alta;
  • problemas digestivos;
  • dores de cabeça;
  • úlceras;
  • perda de memória;
  • insônia;
  • depressão;
  • alterações cardíacas. 

Assim, não há como negar que a inexistência de um planejamento acústico atinge em cheio o desempenho no trabalho. Do mesmo jeito que uma cadeira de escritório confortável conduz o trabalhador a resultados positivos, isso também acontece com a quantidade do som, que tem de ser controlada.

Retomemos a analogia com o assento: no meio profissional, os lugares nos quais as pessoas se acomodam requerem alturas flexíveis, braços reguláveis e suporte para os ombros, de modo que as costas sejam cobertas de forma apropriada. O mesmo ocorre com a circulação sonora, que também deve atender às exigências médicas e legais. 

O isolamento do ruído amplia a atenção dos colaboradores

Com o afastamento adequado do som, é possível diminuir a sua irradiação consideravelmente. Se, por um lado, o descontrole da sonoridade provoca doenças e retrai a capacidade produtiva, por outro, a acústica perfeita proporciona mais atenção. Isso estimula o sucesso da equipe.

Existem várias técnicas capazes de resolver os problemas acústicos. Elas podem ser grandes aliadas na hora de satisfazer aquela clientela exigente.

Forros e carpetes, por exemplo, são ótimos para abafar os sons de fundo, como aqueles que são emitidos por computadores, celulares, ar-condicionado, diálogos, entre outros.

Também são úteis as tradicionais divisórias para escritórios, com alturas variadas que chegam a atingir a distância do piso até o teto. Esse material pode ser feito de produtos isolantes, por exemplo, o gesso acústico (drywall), que potencializa sua habilidade de bloquear o barulho.

Mantas de lã de vidro e de lã de rocha são ótimas alternativas de isolamento acústico para o piso, para a parede e para o teto. Profissionais devem analisar, tecnicamente, quais dessas partes estruturais de um imóvel devem receber as providências para obstruir o som. Assim, os ruídos de fora não entram, e os de dentro não saem.

Esses cobertores, quando introduzidos embaixo do piso e acima do forro, conseguem segregar as ondas sonoras, impedindo que elas atravessem por entre os andares do prédio. Outro material com alta capacidade de absorver o som é a espuma de poliuretano, que não sofre combustão, o que evita incêndios.

Os painéis acústicos representam escolhas mais modernas e esteticamente diferenciadas.  Eles podem ficar no piso, nas paredes, no teto e até suspensos. Existem inúmeros formatos, cores e relevos. Além dessa funcionalidade sonora, esses acessórios proporcionam um visual mais bonito.

Concreto, madeira e folhas de aço também integram a lista de itens que podem reduzir o barulho. O mesmo benefício é encontrado em materiais porosos, cuja habilidade de bloqueio é mais eficiente com as notas agudas.

É aconselhável ainda usar a própria mobília para barrar a distribuição do som. Por exemplo: anteparos frontais sobre as mesas impedem a passagem da voz do funcionário para o restante do lugar.

Um armário, além de armazenamento, pode servir para tapar a passagem das ondas sonoras por dentro do escritório. Desse modo, é possível aumentar a praticidade da mobília, que passará a atender a mais de uma função.  

A acústica adequada garante privacidade

Uma boa sonoridade em ambientes corporativos assegura também a privacidade dos funcionários, o que muitas vezes é estratégico para o negócio.

O escritor Chanaud classifica a necessidade de privacidade em cinco categorias, das quais duas são as mais usadas no mundo empresarial: a privacidade confidencial e a privacidade normal. Abaixo, vamos falar um pouco sobre elas. Acompanhe!

Privacidade Confidencial

Nessa modalidade, é completamente inviável entender o que os interlocutores, dentro dos ambientes, estão falando. Isso porque o isolamento tem potência o bastante para impedir que as conversas externas sejam audíveis.

A privacidade confidencial permite o diálogo sem distrações. Por essa razão, ela é perfeita para os locais que abrigam os líderes, cujas atuações envolvem processos decisórios complexos. Esse estilo de privacidade também é apropriado para os espaços nos quais clientes são recebidos. Dessa forma, eles ficam mais confortáveis.

Privacidade Normal

Nesse tipo de privacidade é praticável dialogar com clareza. Ocasionalmente, porém, o recinto é invadido por barulho externo. Nesse nível, ainda dá para ouvir o que os outros falam do lado de fora, o tilintar do telefone e as máquinas operando. É viável, entretanto, manter interlocuções e, eventualmente, até comunicações mais reservadas.

Geralmente, é necessário que haja, pelo menos, um nível de “privacidade normal” no meio corporativo. Cada lugar da companhia, contudo, precisará de uma espécie diferente de acústica.

As providências para um escritório panorâmico, que não tem divisórias, são distintas daquelas que serão tomadas para conter a passagem do som de dentro para fora de um prédio. Em locais fechados, as medidas também têm de atender às peculiaridades desse modelo de ambiente.

Em salas de reuniões, o nível de privacidade terá de ser maior, uma vez que nesses locais costumam acontecer ações importantes: entrevistas, treinamentos e encontros da diretoria.

Os profissionais asseguram o equilíbrio no planejamento 

Ao contratar os colaboradores especializados — arquitetos, engenheiros ou projetistas — o planejamento da propagação do som fica mais organizado, o que possibilita maior eficiência para cada uma das soluções.

Como quase tudo na vida, a acústica também requer uma programação. O primeiro passo é descobrir aquilo que os clientes desejam e necessitam. Depois, será necessário conciliar essas carências com os problemas práticos de ruídos.

A avaliação das condições de audição tem duas partes: identificar as fontes de som internas e, em seguida, as externas. Dentro do imóvel, o especialista analisará o som emitido por sanitários, elevadores, dutos de ar-condicionado, rede elétrica, pessoas, telefonia etc.

Na sequência, serão classificados os itens emissores de ondas sonoras que ficam do lado de fora: metrô, carros, ônibus, pessoas, fábricas, feiras, escolas, ambulâncias, entre outros.

Esses estudos definirão as estratégias e os materiais que serão aplicados em cada uma das soluções. Profissionais, com ajuda da tecnologia, conseguem prever o impacto do vazamento sonoro do lado externo sobre o interior de uma empresa. 

O inverso também é possível. Dessa forma, a companhia evita incomodar a vizinhança com os efeitos de seu barulho na comunidade. 

A acústica em ambientes corporativos, portanto, deve ser equilibrada: isso é essencial para manter a saúde e a eficiência dos empregados. Essa harmonia também garante a privacidade — tão necessária em um mercado altamente competitivo — principalmente para pessoas como você, ou seja, que pretendem cuidar de seus clientes com mais qualidade.  

E você, tem alguma dica sobre o tema? Conte para nós aqui nos comentários e participe da conversa!